terça-feira, 22 de dezembro de 2020

DIA DAS MÃES

ORIGEM DO DIA DAS MÃES Nos Estados Unidos, a idéia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A idéia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas como objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar. No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.
MATERNIDADE: ELA MUDARÁ A SUA VIDA
NARRAÇÃO: Certo dia, conversávamos calmamente, eu e minha filha, quando ela me disse: Filha: - Mamãe, eu estou em dúvida. A senhora acha que eu devo ter um filho? Narração: Ela já estava casada há dois anos e nunca tinha manifestado a vontade de ter filhos. Mãe: - Ter um filho mudará a sua vida. Filha: - Eu sei, nada mais de saídas aos sábados, nada mais de viagens sem compromisso... Narração: Mas não era disso que eu estava falando. Eu olhei para ela tentando decidir o que dizer. Eu queria dizer para ela o que ela nunca aprenderia em salas de aula. Eu queria dizer a ela que as cicatrizes físicas que nós temos para sermos mães, são curadas, mas que se tornar uma mãe deixaria nela marcas emocionais tão profundas que ela nunca mais esqueceria. Ela se tornaria para sempre uma mulher totalmente diferente. Eu pensei em dizer a ela que ela nunca mais leria um jornal tranqüilamente sem pensar: E se fosse com o meu filho? Que ela rezaria incessantemente, dia e noite para que nada de mal jamais pudesse chegar perto de seus filhos: violência, drogas, fome... se pelo menos tivéssemos o poder de afastar tudo isso de nossos filhos... então ela pensaria que nenhum sofrimento seria maior do que ver o seu filho sofrer. - Eu olhei atentamente para as suas unhas cuidadosamente pintadas, e a sua roupa da moda e pensei em dizer a ela que não importa o quão sofisticada ela seja, se tornar uma mãe vai faze-la na maioria das vezes esquecer de si própria. Que o mais simples chamado de “mamãe” vai faze-la esbarrar no caríssimo jarro de cristal e quebrar suas unhas tão ricamente esmaltadas sem um minuto de hesitação. - Eu senti que deveria avisar a ela que não importava a quantidade de anos que ela investiu na carreira, pois esta seria deixada em Segundo plano por causa de seus filhos. Que ela poderia até arranjar ótimas babás e creches, mas que um dia ao se preparar para ir trabalhar ela sentiria seu filho febril e simplesmente não conseguiria mais sair de perto dele até que ele melhorasse. Eu queria dizer a ela que por mais segura que ela fosse em relação ao seu trabalho ou a sua vida particular, ela sempre pensaria duas, três, quarto vezes no que diria respeito a sua relação com seus filhos. - Olhando para a minha linda e bem sucedida filha, eu queria assegurar a ela que ela poderia até perder os quilos a mais que ela ganharia com a gravidez, mas que ela nunca mais se sentiria a mesma. Que a sua vida até agora tão importante, seria deixada de lado a partir do momento que ela tivesse um filho. Que ela desistiria de tudo para que seus filhos pudessem realizar os próprios sonhos, mas que ela sempre se recordaria dos sonhos que ela acalentava antes da maternidade, e que teve que abandonar. - Eu queria descrever para ela a maravilhosa sensação de se ver um filho dando os primeiros passos, indo pela primeira vez para a escola, arrumando o primeiro emprego. Também queria falar da preocupação de ver o filho indo a primeira festinha sozinho,ou tendo as difíceis crises de adolescência, ou as dificuldades que ele está enfrentando na escola. Mas também queria falar na alegria que é vê-lo chegar em casa e confiando a você o segredo da namoradinha que arranjou, ou das dúvidas que ele está enfrentando ou da confiança que ele tem em você ajuda-lo a estudar para a próxima prova. - Eu queria fazer com que ela experimentasse estas sensações que são tão reais que chegam a doer. O que é ajudar a formar o caráter de uma criança, o que é auxiliar um adolescente a fazer as próprias escolhas, o que é querer a todo custo proteger seus filhos do mundo, mesmo sabendo que eles vão criar asas e procurar seus próprios caminhos. Mas o olhar de dúvida da minha filha me fez perceber que havia lágrimas em meus olhos e que ela estava querendo uma resposta. Então disse simplesmente a ela: Mãe - VOCÊ NUNCA VAI SE ARREPENDER DE TER UM FILHO! grávida sentada em uma cadeira no meio do palco, enquanto “Deus” e a “criança” ficam atrás da cortina conversando: Amor de Mãe 2 Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:- Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso? E Deus disse: - Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você. Criança: - Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá? Deus: - Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz. Criança: - Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam? Deus: - Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar. Criança: - E o que farei quando eu quiser Te falar? Deus: - Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar. Criança: - Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá? Deus: - Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida. Criança: - Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais. Deus: - Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você. Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada, pediu suavemente: - Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo. E Deus respondeu: - Você chamará seu anjo... MÃE!Autor desconhecido QUANDO MAMÃE VEIO PARA O CHÁ Eu não tinha idéia de que ela estaria ali. Já tinha até ensaiado as desculpas para sua ausência. Quando minha professora anunciou que haveria um chá em comemoração ao dia das mães na escola, eu tinha certeza de que minha mãe não estaria presente. Assim, não vou me esquecer da minha surpresa quando entrei no ginásio lindamente decorado e ela se encontrava lá! Olhei para minha mãe, sentada calmamente e sorrindo, e imaginei todas as manobras que aquela mulher extraordinária teve de fazer para participar comigo daquele chá. Quem estaria tomando conta da vovó? Depois do derrame, ela dependia totalmente da mamãe. Minhas três irmãs pequenas chegariam da escola antes de ela voltar. Quem as receberia, faria o almoço e as ajudaria com os deveres? Como conseguira chegar? Não tínhamos carro e ela não podia pagar um táxi. Teve de caminhar um bom pedaço até o ponto de ônibus, que só passava de hora em hora e caminhar mais cinco quadras até a escola. E ainda havia o lindo vestido vermelho com flores brancas, bastante adequado para a ocasião. Ele destacava o prateado que começava a aparecer no seu cabelo escuro. Não havia dinheiro para roupas novas e eu sabia que ela fizera uma dívida na loja para compra-lo. Fiquei tão orgulhosa! Servi-lhe o chá com o coração feliz e agradecido e a apresentei sem timidez para os meus colegas. Sentei-me à mesa com minha mãe naquele dia, exatamente como as outras meninas, e isso teve um imenso significado para mim. Seu olhar cheio de amor me dizia que ela entendera aquele sentimento. Nunca me esqueci daquele chá. Uma das promessas que fiz para mim mesma foi de me empenhar ao máximo para estar sempre perto dos meus filhos. É uma promessa difícil de manter no mundo agitado de hoje, mas a lembrança o que se passou comigo e minha mãe, e da importância que isso teve em minha vida, serve de estímulo para qualquer esforço. Basta que eu pense no dia em que mamãe veio para o chá.
ATO DE CRIAÇÃO (comédia)1. No dia em que Deus criou os homens e as mulheres (já vinha virando a noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse:2. - Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor?3. E o Senhor respondeu-lhe:4. - Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e algumas são substituíveis, funcionar a base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mão. 5. O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:6. - Seis pares de mãos Senhor? Parece impossível!7. O Senhor respondeu:8. - Não são as mãos que estão me causando problema. E os três pares de olhos que esta criatura tem que ter?9. O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe: 10. - O modelo padrão é assim?11. O Senhor Deus completou:12. - Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: 'Eu te compreendo e te amo muito!' - sem dizer uma palavra.13. E o anjo mais uma vez comenta-lhe:14. - Senhor, já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.15. Mas o Senhor Deus explicou-lhe:16. - Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis com meio quilo de carne moída e que consegue enfiar uma criança debaixo do chuveiro...17. O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:18. - É muito delicada Senhor!...19. E o Senhor disse entusiasmado:20. - Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta criatura pode fazer ou suportar!21. - Ela sabe pensar? - pergunta o anjo22. - Não apenas sabe pensar como, também, raciocinar e encontrar soluções conciliatórias. O problema é que as vezes arranca até os cabelos por se preocupar demais.23. Finalmente o anjo passou o dedo pela face da criatura e diz:24. - Há um vazamento ali Senhor... Eu avisei que o Senhor estava tentando colocar coisas demais neste modelo.25. E o Senhor disse26. - Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho, mágoa, angústia, amor e outros sentimentos. 27. - Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.28. - Mas... isso não fui eu que coloquei não... apareceu assim... 29. - E o Senhor já sabe como ela vai se chamar? 30. - Já sei sim. Ela será chamada de mãe. O texto, abaixo, foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo, foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura. Nos dias de hoje, sementes plantadas como a deste professor, creio que devem ser repassadas, afinal, o futuro pertence às nossas crianças e somos nós que as orientamos para a vida! Boa leitura a todos! Referido texto, foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas.Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.
MÃES MÁS(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra). Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. - Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar". - Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. - Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. - Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. - Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meu netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: - "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...". As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos torrados. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.FOI TUDO POR CAUSA DELA!Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como foi. ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS! MÚSICAS 1. Eu tenho tanto pra te falarMas com palavras não sei dizerComo é grande o meu amor por vocêE não há nada pra compararPara poder lhe explicarComo é grande o meu amor por vocêNem mesmo o céu, Nem as estrelasNem mesmo o mar e o infinitoNão é maior que o meu amorNem mais bonitoMe desespero a procurarAlguma forma de lhe falarComo é grande o meu amor por vocêNunca se esqueça nem um segundoQue eu tenho o amor maior do mundoComo é grande o meu amor por você...2. Se um dia um anjo declarou que tu eras cheia de Deus. Agora penso quem sou eu, para não te dizer, também: Cheia de graça, Oh Mãe, Cheia de graça, Oh Mãe, Agraciada. Se a Palavra ensinou, que todos hão de concordar, E as gerações te proclamar. Agora eu também direi Tu és bendita, Oh Mãe, Tu és bendita, Oh Mãe, Bem-Aventurada Surgiu um grande sinal no céu, uma mulher revestida de sol, a lua debaixo de seus pés e na cabeça uma coroa. Não há com que se comparar. Perfeito é quem te criou. Se o Criador te amou. nós te amamos, oh mãe (3x) Nossa Rainha 3. Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas, tudo isso não tem valor sem ter vocêSem você, nem o som, da mais linda melodia, nem os versos desta canção, irão valer.Nem o perfume, de todas as rosas é igual a doce presença, do seu amor.O amor estava aqui, mas eu nunca saberiaO que um dia se revelou, quando te vi 4. Deixa eu dizer que te amo. Deixa eu pensar em você. Isso me acalma, me acolhe a alma. Isso me ajuda a viver. Hoje contei pras paredes coisas do meu coração. Passeei no tempo, caminhei nas horasMais do que passo a paixão. É um espelho sem razãoQuer amor fique aqui Meu peito agora dispara Vivo em constante alegriaÉ o amor quem está aqui: Amor, I love you… 5. Dona desses traiçoeirosSonhos, sempre verdadeirosOh Dona desses animaisDona de seus ideaisPelas ruas onde andasOnde mandas todos nósSomos sempre mensageirosEsperando tua vozTeus desejos, uma ordemNada é nunca, nunca é nãoPor que tens essa certezaDentro do teu coraçãoTan, tan, tan, batem na portaNão precisa ver quem éPra sentir a impaciênciaDo teu pulso de mulherUm olhar me “tira da” camaUm beijo me faz “estudar”Eu levanto, não me escondoPorque sei que és minhaDona...Dona desses traiçoeiros...Sonhos sempre verdadeiros...Oh Dona desses animaisDona de seus ideaisNão há pedras em teu caminhoNão há ondas no teu marNão há vento ou tempestadeQue te impeçam de voarEntre a cobra e o passarinhoEntre a pomba e o gavião“teu amor e” teu carinhoNos carregam pela mãoÉ a moça da cantigaA mulher da criaçãoUmas vezes nossa amigaOutras nossa “salvação”O poder que nos levantaA força que nos faz “voar”Qual de nós ainda não sabeQue isso tudo te fazDona, Dona... 6. Deus precisa de mim muito mais que eu possa imaginarPrecisa de mim muito mais que as estrelasPrecisa de mim muito mais que o marPrecisa de mim muito mais que a TerraPrecisa de mim (Deus precisa de ti/nós) 7. O amor talvez é como o sol nas trevas de alguém O amor é dar abrigo se a tempestade vem E quando tudo é escuro e a vida é solidão O amor é que ilumina o coração O amor talvez é a janela que a luz do sol nos traz Nos convida a olhar por ela e mostra muito mais E mesmo a quem não queira ver o sol com a sua luz O amor suavemente ao sol conduz O amor quem sabe é como a flor, talvez um mal-me-quer Pra qualquer um é gozo é dor é um jeito de querer Tem gente que até mesmo diz que amou e é infeliz E existe até que se cansou e nunca mais tentou O amor talvez se faça de conflitos e paixões Ou das cinzas que eram palhas, resquícios ilusões Mas se eu viver mil anos e então recomeçar Lutando pelo amor vais me encontrar 8. Eu preciso de você, você precisa de mim Nós precisamos de Cristo até o fim Sem cessar, sem parar, sem vacilar Sem tremer, sem chorar 9. Graças, por minha mãe tão linda. Graças, por todo amanhecer.Graças, porque os cuidados eu te posso oferecer.Graças, por todo bom amigo. Graças, por todo humano ser.Graças, quando os maiores inimigos absolver. Graças, pelo dever diário. Graças, pelo menor prazer.Graças, pois devo à música e à luz agradecer.Graças, pelos momentos tristes. Graças, por quem consolo dá.Graças, porque a qualquer lugar tua mão me guiará. Graças, pela doutrina Santa. Graças, por teus divinos dons.Graças, porque és Pai, fizestes os homens meus irmãos.Graças, na salvação eterna. Graças, eu posso confiar.Graças, Senhor, eu graças dou por graças poder dar.10. Voa, coração a minha força te conduzQue o sol de um novo amor em breve vai brilharVara escuridão, vai onde a noite esconde a luzClareia seu caminho e ascende seu olharVai onde a aurora mora e acorda um lindo diaColhe a mais bela flor que alguém já viu nascerE não esqueça de trazer força e magiaO sonho e a fantasia e a alegria de viver Voa, coração que ele não deve demorarE tanta coisa mais quero lhe oferecerO brilho do amor pede a uma estrela pra emprestarE traga junto a fé num novo amanhecerConvida as luas cheia, minguante e crescenteE de onde se planta a paz d a paz quero a raizE uma casinha lá onde mora o sol poentePra finalmente a gente simplesmente ser feliz 11. Você lembra, lembra .Naquele tempo Eu tinha estrelas nos olhosUm jeito de herói Era mais forte e veloz Que qualquer mocinho de cowboy. Você lembra, lembra Eu costumava andar Bem mais de mil léguas Pra poder buscar Flores de maio azuisE os seus cabelos enfeitar Água da fonte Cansei de beber / Pra não envelhecer Como quisesse Roubar da manhã / Um lindo por de sol Hoje, não colho mais As flores de maio nem sou mais veloz Como os heróis: É... talvez eu seja simplesmente como um sapato velho mas ainda sirvo se você quiser Basta você me calçar Que eu aqueço o frio dos seus pés TESTE DA MÃE
E vamos às perguntinhas... 1- Seu filhinho fala que vai estudar geografia na casa de um colega. Você: Procura se informar sobre o colega;Vai junto para ajudar;Apenas diz: "divirta-se". 2- Seu filho adolescente precisa de roupas novas. Você: Vai na loja, escolhe e compra;Dá uma quantia de dinheiro para que ele compre sozinho.Acompanha ele e o ajuda a escolher; 3- Seu filho vai mal na escola. Sua reação é: Arrancar os cabelos... Dele;Conversar bastante... E arrancar apenas alguns fios de cabelo;Surpreender-se, afinal você nem sabia que as férias já haviam acabado. 4- Seu filho diz que não está com fome e que não vai almoçar. Você: Diz que ele está precisando emagrecer mesmo.Prepara uma saladinha leve para ele;Enfia um bife goela abaixo do garoto; 5- Uma turminha estranha vem buscar seu filho para sair na sexta à noite. Você: Pergunta onde ele vai e que horas volta;Amarra ele na cama;Pergunta se ele precisa de dinheiro. PROGRAMA:
MÚSICA – QUANDO TE VI CONTO – A LIÇÂO DA PLANTA MÚSICA - ONLY YOU (Teclado) Leitor 1 – Um bom dia para todas vocês queridas mães, que apesar de tantos afazes possuírem, separaram um tempinho para receberem a justa homenagem de seus filhos. Leitor 2 – Como na mensagem que nos deixou a “Lição da Planta”, o relacionamento entre mães e filhos se desenvolve a partir da vontade de ambos compartilharem pequenas coisas. Leitor 1 – E a nossa pequena homenagem começa com uma brincadeira de adivinhação. Ao longo da semana, seus filhos escreveram uma pequena descrição: partilharam a visão que eles têm de vocês. Então, veja se é de você que estamos falando: DESCRIÇÃO DAS MÃES Leitor 2 – Falando assim, até parece que toda a mãe é igual. Mas, cada mãe tem o seu próprio modo de viver e de se relacionar com o seu filho. Veremos agora, um pequeno teatro que vai mostrar alguns tipos de mãe. Vamos assisti-lo. TEATRO: MÃES E FILHOS MÚSICA – BUSCAI PRIMEIRO (Quinteto) Leitor 1 – Toda mãe deve buscar a Deus em primeiro lugar. Assim, será exemplo para que cada um de nós possa também buscar ao nosso Criador. Leitor 2 - Ninguém vive sem alguém para dar carinho. Pode ser a mãe, a tia, a avó, o pai, o tio, ou qualquer pessoa que nos foi dada por Deus para caminhar conosco nessa vida. Essa ou essas pessoas vão nos amar e guiar, e tomar conta de nossas vidas até que sejamos grandes e responsáveis o suficiente para darmos os nossos passos sozinhos. Leitor 1 – É difícil ser mãe num mundo maluco como o nosso. Se o filho quer sair e a mãe não deixa, a mãe é ranzinza e não compreende a juventude; se a mãe deixa o filho sair, morre de preocupação pois conhece os perigos do mundo. Leitor 2 – A mãe tem que ser vigilante. E parece-nos que todas vocês o são. Aliás, o que realmente parece, é que além dos mil braços que vocês possuem para arrumar, cozinhar, trabalhar fora, nos abraçar... vocês têm também mil olhos. Leitor 1 – E são esses olhos que nos vigiam e que nos olham com amor que nos dão segurança nesse mundo. São esses seus olhos inquietos que agora iremos cantar. MÚSICA – TANTO AMAR Leitor 1 – É isso aí, mãe, olhem para nós: com amor, carinho, respeito, com olhos que conhecem o mundo lá fora, mas que também já foram olhos de adolescentes deslumbrados em conhecer o mundo. Leitor 2 – Vamos então louvar a Deus por nos ter dado alguém tão especial para cuidar de nós. ORAÇÃO – Oração de um filho por sua mãe MÚSICA: CELEBRAI COM JÚBILO (Quinteto) MENSAGENS MÚSICA - FIRMAMENTO LIÇÃO DA PLANTA
Houve certa vez, mãe e filho que não se entendiam mais. Brigas, mentiras, incompreensões... tudo que na vida faz com que relacionamentos se desgastem. Mas resolveram dar-se uma chance, pois afinal ainda eram mãe e filho, e procuraram a ajuda de um sábio do lugar em que viviam. Quando perguntaram para o sábio o que eles deveriam fazer para que um pudesse viver melhor com o outro, ele lhes deu uma pequena planta e disse que a plantassem no jardim de sua casa. Caso a plantinha não morresse, vivesse, o relacionamento deles com certeza melhoraria. O problema é que na região havia uma grande seca. Com medo que a plantinha não sobrevivesse, e desse modo, que o relacionamento com o seu filho não melhorasse, a mãe levantou-se de madrugada com uma canequinha de água para molhá-la; afinal queria viver bem com o seu filho. Saiu em silêncio para que seu filho não a visse molhar a planta. Para a sua surpresa, lá chegando, o filho já estava molhando a plantinha em plena madrugada. Os dois se abraçaram diante da planta e prometeram que daí em diante procurariam compreender mais um ao outro. Precisamos aprender a conviver JESUS, a luz do mundo "Amarás a teu próximo com a ti mesmo. Mt 22,39 " Durante uma era, parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem as condições do clima hostil. Foi então, que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a unir-se, a juntar-se mais a mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Mas a vida ingrata, os espinhos de cada um começam a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doiam muito! Mas essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados! Os que não morreram, voltaram a aproximar-se, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma, que unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim suportaram-se resistindo a longa era glacial. Sobreviveram! Se continuarmos mantendo a união, podando nossos espinhos, respeitando as individualidades e pensando na importância de uma convivência em grupo, por certo sobreviveremos a todas as eras glaciais.
PENSE NISSO
1 - Acredite em si mesma(o) e em sua maravilhosa capacidade. 2 - Queira e procure ser melhor em algo. 3 - Aprenda a ser criativa(o) e desenvolver suas curiosidades. 4 - Descubra algo novo a seu próprio respeito.5 - Desenvolva o seu senso de humor.6 - Pense em seu desenvolvimento com espírito de vitória.7 - Os obstáculos que enfrentamos, é a experiência e o amadurecimento para o amanhã e para ajudarmos outros a não cair.8 - Seja calma(o), não grite, não se afobe, não se apresse, pois a(o) única(o) prejudicada(o) é a sua saúde.9 - Seja prudente sem ser medrosa(o) e corajosa(o) sem ser louca(o).10 - Antes de agir, faça planos e considere os obstáculos.11 - Concentre-se nas soluções, e não nos problemas.12 - Identifique e modifique seus próprios defeitos, e não os dos outros.13 - Seja compreensiva(o), tolerante, paciente, boa(m) e...justa(o).14 - Pense sempre nestas três regrinhas e ponha-as em pratica no seu dia-a-dia: PENSAMENTO, gera SENTIMENTO que nos leva a tomar uma ATITUDE. Pense positivo, gerará dentro de você um sentimento bom, que lhe trará atitudes sempre para cima, e no bom astral.15 - Faça do seu trabalho um meio de vida, não de morte.16 - Lembresse que você é insubstituível. No mundo não existe ninguém igual á você, os próprios cientistas já comprovaram isso. Por tanto, Deus te ama como única e exclusiva criação dele. Para ele você é muito especial.17 - Antes de dizer não, pergunte a si mesma: Por que não? ORAÇÃO Pai, tu, sendo Deus, quiseste mostrar entre nós tua face materna... Por isso criaste todas as mães! Peço-te por minha mãe, sinal concreto e visível de teu amor entre nós. Multiplicai os seus dias em nosso meio! Acompanha-a em todo riso e em toda lágrima, todo trabalho e toda prece, todo dia e toda noite! Que tua bênção cubra de luz a vida de minha mãe para que, inundada de ti, ela seja sempre mais Presença do divino em minha vida. Amém! Obrigado Senhor! Obrigado , Senhor , pela mãe que você me deu ...... por todas as Mães do mundo... pelas mães brancas , de pele alvinha ...... pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...... pelas ricas e pelas pobrezinhas ...... pelas mães - titias , pelas mães -vovós , pelas madrastas -mães , ... pelas professoras - mães ...... pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...... pela saudade querida da mãe que já partiu ...... pelo amor latente em todas as mulheres , que desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...... pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ...Eu lhe agradeço, Senhor MAE Mãe, sua bondade e ternura falam-me de Deus-amor!Mãe, você me faz sentir a vida, a beleza das cores,a harmonia, o encanto e a doçura! Mãe, hoje quero dizer-lhe um segredo muito especial: eu a adoro!Eu sei também que, de seu coração,brota sempre um gesto novo de amor e carinho!Você é capaz de esquecer o sofrimento e a dor para me ver feliz! Hoje, quero fazer por você uma prece muito bonita e sincera:Meu Deus, abençoa esta criatura tão encantadora que me deu a vida.Abençoa esta mulher, amiga, minha mãe, hoje e sempre! Mãe, você é o maior bem que eu tenho neste mundo!Olhando o céu aberto, contemplo o grande tesouro de paz,sabedoria, paciência, bondade,ternura e acolhimento que permeia o seu ser.Você me faz crer, minha mãe,que esta vida vale a pena ser vivida, quando entregue por amor! Às vezes, quando a vida começa a ficar mais difícil,pensando em você, mãe,surge uma nova esperança e meu olhar começa a brilhar.Você sempre espera de braços abertos o filho e a filhaque precisam mais uma vez do seu aconchego,de sua compreensão e carinho, como se fosse a primeira vez. Mãe! Presente de Deus para minha vida!Mãe, recebe hoje meu abraço e todo o meu carinho!E, agora, gostaria que o meu agradecimentosoasse mais forte do que todos os dias,porque hoje,mãe, é o seu dia!
QUERIDA MAMÃE, OBRIGADO POR TUDO Mãe, outro dia eu estava coçando o meu umbigo e isso me fez pensar... Que lembrança tão pequena de uma ligação importante! Uma ligação que fez com que eu me tornasse...eu mesmo! Hoje é difícil imaginar que um dia eu fui pequeno, desprotegido e completamente de pendente de alguém. Mas eu fui mesmo! E esse alguém foi você, mamãe. Foi você quem me mostrou a primeira borboleta...e o primeiro arco-íris. Você estava ao meu lado quando eu dei os primeiros passos ( é claro que eles foram desengonçados , mas você achou “uma gracinha”). Você foi a primeira pessoa que me fez sorri. E estava do meu lado quando eu disse a minha primeira palavra: “ Paiêêê!” ( Mil desculpas, mãe!) Até hoje fico feliz quando me dizem que sou a sua cara. É...nós temos ao mesmos olhos sonhadores, as mesmas orelhas, o mesmo nariz. Prestando bem atenção, até nossos dedos do pé são iguais. Pensando bem, isto é natural. Eu sempre serei uma parte de você, por que foi você quem me fez. Você esculpiu meu rosto com milhões de beijos carinhosos. Você me ensinou uma porção de coisas sobre o mundo e sobre o meu lugar nele. Eu aprendi tudo o que precisava saber te observando e ouvindo o que você me dizia. ( E aquela história de como nascem os bebês foi uma grande surpresa!) Você me transmitiu os valores mais importantes: a bondade, o perdão, a honestidade, a persistência, a consideração e, principalmente, a paciência. Você me mostrou que até os piores dias podem ser superados com um bom chocolate. ( Mãe, você imagina quantas vezes eu utilizei esta filosofia ao longo da vida.) O que eu quero dizer é que você é a base sobre a qual meu caráter foi construído. E por isso eu só posso dizer: obrigado! Obrigado por sempre me ter feito sentir tão aquecido, protegido e amado. Por ter me dado tudo o que eu precisava para crescer e desenvolver o meu potencial. E por ter sempre me chamado de seu “lindo anjinho”...(apesar de ser claro que não era bem verdade). Obrigado por ter sido a minha motorista sempre a postos. Obrigado por sua comidinha caseira e por ter enchido minha lancheira com tanto amor e coisas gostosas, dia apões dia...( E um obrigado muito especial, mãe, pelo cheiro delicioso dos bolos que você fazia). Obrigado por deixar seu filhinho bochechudo e estabanado brincar com seus guardados mais preciosos, e não ficar repetindo “não te disse, não te disse?” a toda hora. Obrigado por me pegar no colo sempre que eu queria um chamego, ou ver as coisas de cima. ( O que na certa não fez muito bem para as suas costas...) Obrigado por vir voando sempre que eu gritava: “Eu quero a minha mãããe!!!” Toda vez que eu me metia em um aperto, lá estava você par ame socorrer. Você sempre soube o que dizer ( ou o que não dizer) para me faze sentir melhor. Com suas palavras calmas e sábias, e seus abraços enroscados e amorosos, você consertou brinquedos quebrados e corações partidos. Obrigado, mamãe. Obrigado por me dar focas para buscar a beleza dentro de mim e para me manter em pé. Obrigado por me dizer que eu poderia crescer e conquistar tudo o que eu quisesse, desde que acreditasse em mim mesmo, como você sempre acreditou. Mamãe, eu nem consigo dizer o quanto significou para mim saber que você esteve ao meu lado, me incentivando a realizar meus sonhos.você me deu autoconfiança suficiente para enfrentar todos os desafios com um sorriso nos lábios. Mas, mamãe, por mais linda que seja nossa relação não posso dizer que tenha sido um mar de rosas... Houve momentos em que eu resolvi botar minhas asinhas de fora...( o que geralmente acabava ,mal para mim.) Às vezes eu fazia um escândalo na hora de tomar sopa de legumes, ou quando tinha de escovar os dentes. Ou quando você insistia para eu dar beijocas estaladas nas amigas da vovó! Mas, pensando bem, eu queria pedir desculpas por algumas coisas. Como você deve se lembrar, sua fofa nem sempre foi uma fonte de alegria. Desculpe pelos momentos em que tirei você do sério, ou em que fiz você roer as unhas por minha causa, e por todas as noites mal dormidas que causei. Desculpe por ter ido brincar na lama logo depois de você me vestir com minhas roupas novas, e por ficar perguntando cada vez que a gente viajava: “ já estamos chegando?” Desculpe pelas vezes em que tentei fugir do banho, e por fechar a cara quando você não me deixava fazer o que eu queria. Desculpe pelas vezes em que fui malcriado ( especialmente na frente das visitas), e por ter te acordado às cinco da manhã nos aniversários e no Natal perguntando “já posso abrir os presentes?”. Desculpe também pelas vezes em que me fiz de vítima só para chamar a sua atenção. Hoje reconheço os seus tremendos sacrifícios e tudo o que você teve de abrir mão por mim. As minhas refeições eram mais importantes do que as suas, e deve ter sido uma me dureza ensinar a usar o penico. Toda a vez que você queria tirar um cochilo, lá vinha eu gritando :“Mãe, meu irmão me bateu!”- “Mãe, estou com fome!” – “Mãe, cadê o meu pintinho d estimação? Acorda, mãe, e vem me ajudar a procurar!” Francamente, eu estaria perdido sem você, mamãe. Eu só queria poder recompensá-la por tudo o que você fez por mim. Você me mostrou um mundo cheio de amor e beleza. Você me ensinou a trilhar o meu próprio caminho...e me fez mais feliz do que eu jamais poderia imaginar. Eu quero que todo mundo saiba: MINHA MÃE É A MAIOR MÃE DO MUNDO! Porque você é mesmo. Obrigado mamãe. Obrigado por tudo. (Braddley Trevor Greive, Querida Mamãe, obrigado por tudo – Editora Sextante- tradução de Pedro Bandeira – 2007)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

TRAJETÓRIA DE EGRESSOS DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE NOVO HAMBURGO



Flávia Garcia Fernandes[1]
                        Helena Venites Sardagna [2]

Resumo
Este artigo analisa os impactos da trajetória escolar subsequente de alunos com deficiência, egressos do Atendimento Educacional Especializado (AEE) de uma escola pública na cidade de Novo Hamburgo (RS/Brasil). Participaram familiares, alunos e professora. A metodologia baseou-se em estudo de caso, de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, e os dados foram coletados em questionário e entrevistas com questões semiestruturadas. Como referenciais teóricos principais que fundamentam a educação na perspectiva inclusiva, o estudo dialogou com Carvalho (2012), que analisa a política de educação inclusiva nos níveis macro, meso e micropolíticos. Também dialogou com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – PNEE-PEI. Baseando-se em experiências profissionais e acadêmicas das autoras, partiu-se da hipótese de que o AEE seja um marcador importante durante a trajetória escolar. Porém, como não se concretiza a garantia dos serviços de apoio em níveis ulteriores de ensino, o sujeito com deficiência fica à mercê da sorte. Assim, o estudo contribui para essa questão ao levantar informações sobre a trajetória de dois ex-alunos de uma escola pública de ensino fundamental do município de Novo Hamburgo, estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Procurou-se saber se esses egressos estão estudando, se estão recebendo atendimentos educacionais especializados e qual o significado do AEE nas suas trajetórias. O estudo ainda agregou informações acerca do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola EMEF AA, em relação à educação inclusiva e às perspectivas sobre a continuidade dos estudos do seu alunado participante do AEE, o público de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Os resultados mostram que o AEE impactou positivamente na escolarização dos egressos. Por outro lado, a descontinuidade da oferta do serviço marcou o descumprimento da legislação. Compreendeu-se que o AEE, quando ofertado conforme previsto, auxilia na escolarização. Contudo, a ruptura com os estudos e o não ingresso no mercado de trabalho marcam práticas de in/exclusão cuja responsabilidade recai sobre o próprio egresso ou seus familiares.

Palavras-chave: Atendimento Educacional Especializado; inclusão; egressos.

INTRODUÇÃO

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) está previsto na legislação brasileira (BRASIL, 2008; 2009; 2011; 2013) para ser ofertado em Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e em Centros de AEE das redes públicas ou de instituições comunitárias, confessionais, filantrópicas sem fins lucrativos. A legislação atual preconiza que os educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, que são o público-alvo do AEE, sejam matriculados nas classes comuns do ensino regular (BRASIL, 2009).
Está em vigência a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEE-PEI), instituída pela Portaria nº 555/2007 e prorrogada pela Portaria nº 948/2007, entregue em janeiro de 2008, com o objetivo de “assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação”. Esta orienta os sistemas de ensino para que garantam “acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino (...)” (Brasil, 2008, p. 14). Nesse sentido, o estudo em questão é pertinente, uma vez que os alunos que frequentam o AEE recebem esse serviço de apoio, sendo um dos seus objetivos contribuir para a continuidade nos níveis subsequentes de ensino e na profissionalização.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), ou Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, atualizada pela Lei nº 12.796, de 04 de abril de 2013 (BRASIL, 2013), no Art. 58, a educação especial é uma modalidade da educação escolar a ser ofertada na rede regular de ensino, para o público-alvo da educação especial já mencionado. São previstos serviços de apoio especializado nas escolas comuns, com o intuito de acolher as particularidades dos educandos dessa modalidade de ensino, sempre que necessário.
O estudo buscou embasamento na discussão de Carvalho (2012), que analisa o desdobramento das politicas de inclusão no espaço concreto, em três níveis: nível macropolítico: as ações realizadas pelos órgãos governamentais; nível mesopolítico: no âmbito da gestão da escola; e no nível micropolítico: no âmbito da sala de aula e espaços de atendimento. Também buscamos a contribuição de numa perspectiva de cunho filosófico, com Veiga-Neto e Lopes (2011) que problematizam a concepção de inclusão como o oposto de exclusão, e alertam que a inclusão, pensada numa matriz binária, pode ser uma forma de exclusão. Em outras palavras, inclui-se para excluir, promovendo uma inclusão excludente. Nessa reflexão, provocam uma crítica radical ou hipercrítica à inclusão (geral e educacional), que significa conhecer, analisar e problematizar as condições para a sua própria emergência. Nesse mesmo contexto, é pertinente ainda a discussão de Lockmann (2016), que compreende a inclusão não como uma prática salvacionista para o problema da exclusão, mas sim como uma produção dos discursos contemporâneos.
Os dados da pesquisa se pautam na trajetória de dois egressos que frequentaram o AEE de uma escola pública da referida cidade, e serão denominados de Egresso I (frequentou o AEE de 2005 até 2011) e Egresso II (frequentou o AEE de 2006 até 2008). Concederam a entrevista as mães dos respectivos egressos, denominadas neste estudo como Familiar Egresso I e Familiar Egresso II. Um dos egressos também participou da entrevista. Além das mães, foi entrevistada também a professora do AEE da escola municipal de ensino fundamental (EMEF) onde os egressos estudaram. A escola atendeu aos dois educandos durante o período citado, acompanhou a trajetória de ambos e realizou a articulação com seus familiares.
O estudo visou analisar a trajetória escolar subsequente de alunos com deficiência, egressos do Atendimento Educacional Especializado de uma escola pública de ensino fundamental do município de Novo Hamburgo, de modo a compreender os impactos do AEE nessa trajetória. Para essa tarefa, foram elencados objetivos específicos:
-        Conhecer a proposta de AEE e da SRM na escola em estudo;
-        Identificar significados que o AEE teve na vida dos educandos participantes da pesquisa, durante o percurso da vida escolar;
-        Verificar a trajetória e a situação atual dos egressos do AEE, nos aspectos acadêmico e profissional.
Este trabalho se iniciou com uma busca bibliográfica para conhecer discussões sobre a temática, com destaque para o histórico da pessoa com deficiência, o contexto social, a legislação brasileira em relação ao AEE, a SRM e a educação inclusiva.   
As problematizações do estudo permitiram a delimitação do problema de pesquisa: o AEE teve algum impacto na trajetória escolar subsequente de alunos com deficiência, participantes desse serviço de apoio, egressos de uma escola pública de ensino fundamental?


Contexto da Pesquisa E IMPACTOS DO AEE NA TRAJETÓRIA SUBSEQUENTE DE EGRESSOS DESSE SERVIÇO

Conforme mencionado, a pesquisa foi realizada a partir de dois alunos que frequentaram o espapço do AEE, nos anos de 2005 e 2006, espaço hoje denominado Sala de Recusos Multifuncional (SRM) de uma escola pública, que atualmente oferece vagas para as turmas de educação infantil (quatro e cinco anos) e ensino fundamental (primeiro ao quinto ano), com duzentos e oitenta alunos.
No projeto político da escola consta que a SRM é um espaço na escola que foi restruturado no segundo semestre de 2009. Nesse espaço, que se dá em forma de sala, há materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e é coordenado por profissionais com formação para AEE (EMEF AA. PPP, 2017).
O PPP define a SRM como um espaço onde alunos público-alvo do AEE são atendidos por meio de estratégias de aprendizagens, visando à permanência nos sistemas escolares, com a construção de conhecimentos e participação da vida escolar em todos os sentidos (EMEF AA. PPP, 2017).


METODOLOGIA

A pesquisa foi qualitativa, exploratória e descritiva, do tipo estudo de caso. Os dados foram levantados por meio de entrevistas com questões semiestruturadas com os familiares dos Egressos I e II, seguindo um roteiro, e de um questionário com a professora do AEE que atuava na SRM. As entrevistas foram gravadas e transcritas. A abordagem qualitativa permite que o foco seja mais no processo do que no produto, como sugere Ferreira (2015). O cunho exploratório deu-se na etapa inicial da pesquisa, momento em que se buscou familiarização com o objeto e contexto pesquisado (Gil, 2002).
Foi também pertinente realizar um estudo de caso como estudo empírico [...] que investiga um fenômeno contemporâneo (o ‘caso’) em profundidade e em seu contexto de mundo real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto puderem não ser claramente evidentes” (YIN, 2005, p. 39). O estudo de caso permitiu olhar para a trajetória subsequente dos egressos participantes da pesquisa, levando em consideração o contexto pesquisado.
A coleta de dados deu-se com a técnica de observação e com os instrumentos roteiro de entrevista e questionário. Quanto aos procedimentos, a pesquisa teve as seguintes etapas: revisão da literatura; estudo da legislação; conhecimento do contexto; aprofundamento dos conceitos; coleta de dados; análise dos dados. Como mencionado acima, as entrevistas foram realizadas com dois familiares e um aluno egresso. Já o questionário foi aplicado à professora da SRM.
A análise considerou o conteúdo articulado aos dados, à luz do campo conceitual da educação na perspectiva inclusiva, e a organização se deu no exercício de manuseio do material coletado. As categorias analíticas emergiram do cruzamento das concepções de educação inclusiva e de AEE, com os dados descritos.
As informações levantadas foram consideradas importantes para a compreensão dos estudos de caso dos alunos egressos e ajudaram na descrição dos fatos sociais do contexto da pesquisa. O trabalho levou em conta a perspectiva que os sujeitos pesquisados têm sobre o objeto de estudo, devendo preponderar a fidedignidade dessas informações obtidas (Ferreira, 2015). O processo de análise foi gerado de uma sequência de atividades que abrangem a redução dos dados, bem como a sua classificação e interpretação (Gil, 2002).
Quanto aos sujeitos da pesquisa, o Egresso I iniciou sua escolarização na EMEF AA com cinco anos de idade, na educação infantil, no ano de 2005, “e já nesse período ingressou na SRM” (Familiar Egresso I, 2018). Ele frequentou a Sala de Recursos antes de ser SRM, desde o ato da matrícula, e recebeu atendimento especializado com a professora responsável pelo AEE até o ano de 2011. Iniciou seus estudos na EMEF AA no terceiro ano do ensino fundamental, permanecendo até o quinto ano, e saiu da escola no sexto ano do ensino fundamental, em 2011.
O Egresso I tem dezoito anos, no momento da pesquisa (ano 2018) e pediu para participar da entrevista junto com sua mãe. Segundo a mãe, o parto foi demorado, e ele demonstrou imperfeições físicas nos pés. Os familiares também perceberam que o estrabismo continuava com oito meses de idade, quando passou a usar óculos. Passou por uma cirurgia quando tinha três anos, e com cinco anos ainda não compreendia algumas regras. Frequentou a educação infantil desde os oito meses de idade em outra cidade.
A professora do AEE encaminhou os familiares do Egresso I ao neuropediatra, que percebeu a deficiência intelectual (DI) e hiperatividade. Fez uso contínuo de medicamentos para não ter convulsões durante o período escolar. Durante o período em que frequentou a EMEF AA, ficou quase 30 dias internado no hospital devido a uma crise convulsiva e, nesse ano, reprovou. Teve boa adaptação em todas as escolas que frequentou. O egresso afirmou ter muito interesse em trabalhar, já tentou um vestibular em uma universidade privada e pensa em cursar o ensino superior.  
A professora do AEE que respondeu ao questionário atendeu aos Egressos I e II por sete e por três anos, respectivamente, e promoveu as articulações com os familiares deles. O critério para a escolha dos familiares participantes foi a indicação pela professora do AEE, devido à facilidade do acesso a esses sujeitos e o respectivo aceite. Foram convidadas duas famílias de alunos que frequentaram a SRM na escola e no AEE com assiduidade nos últimos dez anos, acreditando que essas famílias estão acompanhando a continuidade dos estudos dos educandos. Compreendeu-se que os familiares são sujeitos fundamentais na trajetória escolar dos alunos.
O Egresso II tem, no momento da escrita deste artigo, dezenove anos. Frequentou o AEE do ano de 2006 até o ano de 2008. Sua trajetória escolar iniciou com dez meses, na educação infantil, na escola que pertencia à sua mãe. Adaptou-se muito bem nesse primeiro momento e, mais tarde, frequentou duas escolas particulares. Nessas novas escolas, a mãe do egresso relata que “o ensino de inclusão não era de inclusão. Era uma coisa paralela” (Familiar Egresso II). Uma das escolas não tinha rampa para cadeirante e nenhuma tinha o serviço de apoio na SRM. O educando ficava com professor auxiliar separado da turma, realizando atividades repetitivas.
O Familiar do Egresso II afirmou ainda que seu filho reprovou alguns anos nessas escolas particulares. Depois dessas experiências, frequentou a EMEF AA, onde conseguiu avançar no processo de alfabetização. Concluiu o ensino fundamental com muito esforço, e os familiares o matricularam no ensino médio. O Egresso II afirma atualmente que não pretende frequentar universidade e que não quer trabalhar. Porém, pretende continuar frequentando a escola especial na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), onde atualmente está matriculado.
Buscou-se traçar um conjunto de elementos quanto à continuidade dos estudos em outros níveis de ensino, outras redes escolares e instituições, observando também se há expectativa de inserção no mercado de trabalho. Levou-se em conta que pesquisar o AEE e a relação com os familiares de ex-alunos atendidos exige o envolvimento do pesquisador com os entrevistados, interagindo de forma compromissada com a prática.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

O exercício analítico percorre as trajetórias escolares dos educandos egressos da SRM da EMEF AA, olhando para os dizeres tanto dos familiares quanto de um deles sobre experiências e expectativas em relação ao AEE. Percorre também o olhar especializado da professora do AEE, enfatizando o período de atendimento dos educandos.
Ao analisar as trajetórias escolares dos educandos, podem-se perceber interrupções, repetições escolares e práticas entendidas como inclusivas, tanto pelos familiares quanto pelo egresso participante, que influenciaram na trajetória escolar e pós-escolar. Consideramos que essas trajetórias tiveram importante significado para os egressos na medida em que os motivaram a dar continuidade e a estabelecer relações com aprendizagens dos processos de escolarização.
Conforme a mãe do Egresso I, ele “nasceu com os pés tortos [e] estrabismo” (Familiar Egresso I). Observa-se que a sua infância foi de acompanhamento tanto na área da saúde quanto na área da educação, por ter passado por cirurgia corretiva e necessidade de usar óculos ainda com oito meses, e ter passado por episódios de crises convulsivas e hospitalização.
A escola, ao perceber que o Egresso I não estava correspondendo às expectativas curriculares para a faixa etária, encaminhou “à avaliação com neuropediatra em 2009” (Familiar Egresso I, 2018). Percebe-se que a escolarização com serviço de apoio do Egresso I teve continuidade, com acompanhamento por parte da família e da escola, com episódios de encaminhamentos, atendimentos, conflitos e articulações diversas. Chegou ao ensino médio com desejos de continuar os estudos.
O espaço escolar, onde a política educacional se desdobra, configurando-se em um espaço de muitas possibilidades, mas ao mesmo tempo, de muitas dificuldades, especialmente considerando a trajetória do Egresso I.
A PNEE-PEI problematiza práticas que historicamente segregaram as pessoas com deficiência e pressupunham a “seleção, naturalizando o fracasso escolar” (BRASIL, 2008, p. 1). A PNEE-PEI e as leis correspondentes definem a educação especial como transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, isto é, os sujeitos com deficiência precisam ter possibilidade de concluir as etapas escolares e seguir aos níveis ulteriores, com chances inclusive de ingressar no mercado de trabalho.
Em relação ao significado que os familiares dão para o AEE, evidencia-se que, de modo geral, o AEE contribuiu com a continuidade dos estudantes. Ao serem questionados sobre a importância dos atendimentos da SRM na trajetória escolar do Egresso I, tanto a mãe (Familiar Egresso I) quanto o egresso colocam-na de maneira positiva. A mãe afirma que, quando o educando saiu da escola, no sexto ano, na outra escola municipal também havia SRM até a conclusão do nono ano. Ao mudar de escola, o educando se adaptou bem, inclusive ao atendimento na SRM. A mãe mostra ainda satisfação com a escolarização atual do Egresso I, que está no último ano do ensino médio, evidenciando que a professora aborda atividades que envolvem o cotidiano e jogos de raciocínio lógico. O Egresso I manifesta a relação com seus interesses:
Acho melhor para a vida (...) essa professora traz coisas para a realidade e para eu saber usar dinheiro que é importante para ter um emprego, trabalho, coisas, para a realidade, para saber usar dinheiro, que é importante para eu ter um emprego. (Egresso I, 2018)

O Familiar Egresso II também considera que os atendimentos na SRM foram importantes para a aprendizagem e para a trajetória escolar como um todo:
Ele na época, ia no período de aula (duas horas semanais). Foi alfabetizado com objetos adaptados. Ele tinha miopia. Tinha teclado adaptado, materiais concretos com fonte de letras maiores e profissional especializado na Sala de Recursos. Ele tinha passado por duas escolas particulares, mas se alfabetizou dentro da SRM na escola municipal. Mesmo não sendo morador do bairro, pesquisei na SMED qual escola tinha SRM e me indicaram lá. Depois que saiu de lá, ficou mais dois anos em outra escola municipal, no oitavo e nono ano. Ele aprendeu muitas coisas lá. Jogava dominós, outros jogos. A SRM era um lugar bonito, agradável. Foi essencial. Para ele foi crucial. (Familiar Egresso II, 2018)

Os recursos citados pelo familiar do Egresso II utilizados na SRM estão previstos também na Resolução nº 04/2009, que determina a função do AEE como complementar e suplementar à formação do educando, possibilitando recursos de acessibilidade e estratégias que suprimam as barreiras para sua participação na sociedade, com foco na aprendizagem. Nessa perspectiva, a SRM busca equidade de condições de aprendizagens e procura assegurar condições de acesso ao currículo dos educandos com deficiência, permitindo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, mobiliários, sistemas de comunicação e informação (Brasil, 2009), possibilitando o acesso a um ambiente inclusivo.
A professora do AEE (2018) afirma que as duas famílias informaram, no ato da matrícula, que os educandos — hoje egressos — seriam público da educação especial e frequentaram a SRM desde o início das aulas na EMEF AA. Sobre o Egresso II, ela destacou a realização de trabalhos com músicas e vídeos dos cantores que ele apreciava, buscando adaptar recursos e materiais. Segundo ela, um monitor que realizava o serviço de apoio “trabalhava também, ajudava em sala de aula, isso depois de ele ser aluno das professoras BB e CC” [cita quando o menino teve a experiência de ter duas professoras na sala, no último ano na escola].
Como estratégias para ampliar a aprendizagem do Egresso II, a professora do AEE descreveu: “teve engrossador de lápis, computador na sala de aula conforme professora de sala de aula e apoio. Fazemos formação mensal com apoiadores e discutimos vínculos com professor” (Professora do AEE, 2018). O AEE permite que os educandos participem de um espaço inclusivo, reconhecidos em suas diferenças, valorizando suas potencialidades, “com direito a aprender em benefício da qualidade de suas vidas e para se tornarem cidadãos contributivos para a sociedade” (CARVALHO, 2012, p. 54).
Na perspectiva de AEE, o Egresso I demonstra que o atendimento em que participa atualmente, no segundo ano do ensino médio, permite um trabalho de mediação de aprendizagens. Assim, ele pode estabelecer relações com aprendizagens anteriores, rompendo a lógica fragmentada e garantindo articulações em uma perspectiva da diversidade, o que se evidencia quando ele enfatiza a importância da escola para conseguir um emprego e obter seu salário (Egresso I, 2018).
Na EMEF AA, desde que atua na escola, a professora do AEE e da SRM afirma que conviveu com equipes diretivas que foram acolhedoras para a inclusão e sempre entenderam as questões individuais de todos os alunos (com e sem deficiência) e professores. Ela atua no AEE desde a implantação das SRM no município até a atualidade.
Os dados evidenciam que o AEE ofertado na SRM da EMEF AA atendeu ao previsto na legislação, em turno inverso, como complementação e suplementação à formação do educando, ampliando suas aprendizagens e assegurando adaptações curriculares para os alunos com deficiência, por meio da utilização dos materiais didáticos e pedagógicos (Brasil, 2009). Desse modo, o AEE possibilita a adoção de práticas pedagógicas inclusivas que permitam a permanência dos educandos com deficiência na escola.
O Egresso I afirma querer cursar universidade e já tentou vestibular. O familiar refere que há a expectativa de ele se inserir no mercado de trabalho, como alguns de seus colegas que já estão trabalhando e fazendo planos. Pensa ainda que há possibilidades de estabelecer esse vínculo com possíveis empresas que empregam pessoas com deficiência (Familiar Egresso I).
O Egresso II concluiu o ensino fundamental com muitas dificuldades de adaptação após sair do ensino municipal (no sétimo ano). A família novamente tentou inseri-lo em escolas particulares, sem sucesso de adaptação e inclusão. Hoje frequenta a escola especial, e o familiar afirma que ele “está feliz”. Ainda não pensa em fazer universidade nem manifestou desejo de trabalhar. Afirma querer frequentar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na escola especial que frequenta (Familiar Egresso II).
Esses relatos sugerem que o sistema da educação pública municipal aparentemente cumpriu com as diretrizes operacionais, possibilitando ao Egresso II, então aluno, obter sucesso na sua trajetória escolar. Contudo, ao buscar continuidade, não lhe foi oferecida a oportunidade de dar sequência aos estudos, o que aponta que a política não teve o alcance preconizado na legislação.
Na perspectiva da educação inclusiva, percebemos as adaptações e os recursos utilizados pela professora do AEE participante da pesquisa como estratégia para qualificar e ampliar as aprendizagens do Egresso I. Esse processo teve, inclusive, a participação da equipe diretiva, confirmando a ampliação e articulação de práticas educativas.
Na SRM foi realizado o Plano de Atendimento do AEE (PAEE), partindo do plano de estudos da turma. Também foi realizada a adaptação curricular com a participação da professora de sala comum, a coordenadora pedagógica e a professora da SRM. As estratégias de intervenção aplicadas na SRM foram o uso de tecnologia assistiva e jogos que estimulassem o raciocínio lógico, a alfabetização, a escrita, a leitura etc. O computador também foi introduzido na sala de aula comum. Igualmente, foi mantido contato com a família e com os professores (Professora, 2018).
A LDBEN reconhece que a educação envolve os processos formativos que se ampliam nas mais distintas esferas de convivência social e que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. As finalidades da educação nacional focam o amplo desenvolvimento do educando para seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1996).
Relacionamos as continuidades e descontinuidades evidenciadas nas trajetórias dos egressos ao que Lopes (2011) analisa em relação às condições de possibilidades que permitem as práticas de in/exclusão. Isso ocorre quando os sistemas de ensino depositam no próprio sujeito a incapacidade de continuar nesse sistema, que passa a acreditar ser ele o culpado do seu fracasso.

Considerações Finais

Retomando a questão de pesquisa, que buscou analisar o AEE e seus impactos na trajetória escolar subsequente de alunos com deficiência, participantes desse serviço de apoio e egressos de uma escola pública de ensino fundamental, ressaltamos algumas considerações que remontam à existência de práticas que marcam seus efeitos. Nos depoimentos dos familiares, percebeou-se que ambos consideram os atendimentos importantes em algum momento, na trajetória escolar dos seus filhos, como já mencionamos.
Foi possível evidenciar que o AEE ofertado aos Egressos I e II teve impacto nas trajetórias subsequentes dos alunos, destacando o cumprimento da legislação. Nesse campo da legislação que se refere à política pública da gestão educacional, o AEE na SRM na escola foi garantido no turno inverso, promovendo estratégias para a promoção de igualdade de oportunidades na relação da dimensão macropolítica com a micropolítica.
No nível mesopolítico, evidenciaram-se as condições oferecidas pela escola para atender às demandas dos Egressos I e II, registradas nas entrevistas, bem como a construção de uma escola inclusiva e da participação das equipes diretivas, mencionadas pela professora do AEE. Por outro lado, evidencia-se que a trajetória subsequente do aluno com deficiência depende de como os espaços que vão receber esses sujeitos — como escolas de ensino médio e postos de trabalho — atendem às necessidades específicas previstas na legislação.
Analisando o contexto na dimensão do nível micropolítico, sala de aula e sala de SRM, observou-se que os Egressos I e II tiveram apoiadores na escola, receberam estratégias de tecnologia assistiva e materiais adaptados, como os mencionados pela professora. Também foi um diferencial a realização de reuniões mensais com os familiares dos Egressos I e II, para estabelecer estratégias de aprendizagem e exercício da autonomia. Ambos os egressos da escola pública de ensino fundamental receberam atendimento na SRM desde o ato da matrícula.
Ações pedagógicas como reuniões mensais com apoiadores, professores da sala de aula comum e professora do AEE contribuíram para práticas pedagógicas inclusivas no ambiente escolar, assegurando respeito aos educandos com deficiência. Acredita-se que essas ações auxiliam na garantia dos direitos de aprendizagem de forma mais significativa, ajudam a combater o fracasso escolar, colaboram com a continuidade dos estudos dos educandos e, por conseguinte, contribuem nas possibilidades de adentrar no campo profissional. Contudo, a ruptura com os estudos e a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho marca também que as políticas públicas permitem práticas de in/exclusão cuja responsabilidade recai sobre o próprio egresso ou seus familiares, e não sobre os sistemas que falham.


Referências


BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. (1996) Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394, 20 de dezembro. Recuperado a partir de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
­­­BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. (2008). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Recuperado a partir de http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf
­­­BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Educação Básica (2009). Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, na modalidade Educação Especial Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009. Recuperado a partir de portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
BRASIL. Secretaria de Educação Especial. (2010). Nota Técnica SEESP/GAB/Nº 11/2010 Orientações para a institucionalização da Oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais, implantadas nas escolas regulares. Recuperado a partir de http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=5294-notatecnica-n112010&Itemid=30192
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil (2013). Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013: altera a Lei n. 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar outras providências. Recuperado a partir de http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. (2015) Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Lei nº 13.146  de 6 de julho de 2015. Recuperado a partir de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
CARVALHO, R. E. (2012). Escola Inclusiva: a reorganização do espaço pedagógico.(5. ed.). Porto Alegre: Editora Mediação.
EMEF AA. (2017). Projeto Político Pedagógico Escolar. Novo Hamburgo.
Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. (4. ed.). São Paulo: Atlas.
Veiga-Neto, A.; Lopes, M. C.. (2011). Inclusão, exclusão, in/exclusão. Revista Semestral Autogestionária do Nu-Sol. São Paulo, n.20. recuperado a partir de https://revistas.pucsp.br/index.php/verve/article/view/14886
Sardagna, H. V. (2013). Da institucionalização do anormal à inclusão escolar. In: Fabris, Elí T. Henn; Klein, Rejane Ramos. Inclusão e Biopolítica. Autêntica.



[1] Mestre em Educação nas Ciências, Especialista em AEE, Pedagoga, Professora nas Redes Municipais de Ensino de Novo Hamburgo e São Leopoldo (RS/Brasil). Lotação na Emef Imperatriz Leopoldina.
[2] Doutora em Educação, Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (RS/Brasil).
Artigo apresentado no XVII Fórum de Educação de Novo Hamburgo
Secretaria Municipal de Novo Hamburgo , 22 de outubro de 2019.














Também disponível no site: 

https://novohamburgo.rs.gov.br/sites/pmnh/files/secretaria_doc/2020/07_TRAJETORIA%20DE%20EGRESSOS%20DO%20ATENDIMENTO%20EDUCACIONAL%20ESPECIALIZADO%20DE%20UMA%20ESCOLA%20DE%20NH.pdf

XVII Fórum da Rede Municipal de Ensino: Educação e Pesquisa. Secretaria de Educação de Novo Hamburgo. 22 de outubro de 2019. p.1-14

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