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O que é?
O método fônico baseia-se no aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) e usa, em princípio, textos produzidos especificamente para a alfabetização. No Brasil, o método empregado antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico, baseado no ensino repetitivo de sílabas.
O método fônico baseia-se no aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) e usa, em princípio, textos produzidos especificamente para a alfabetização. No Brasil, o método empregado antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico, baseado no ensino repetitivo de sílabas.
Diferente do Método Fônico, que é baseado no ensino dinâmico do código alfabético, ou seja, das relações entre grafemas e fonemas em meio a atividades lúdicas planejadas para levar as crianças a aprenderem a codificar a fala em escrita, e, de volta, a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento.
O fônico é inteligente, lúdico e nada mecânico. Leva as crianças a serem alfabetizadas muito bem em quatro ou seis meses, quando passam a ler textos cada vez mais complexos e variados. Ele é tão eficaz em produzir compreensão e produção de textos porque, de modo sistemático e lúdico, fortalece o raciocínio e a inteligência verbal.
Como funciona?
No método fônico, a alfabetização se dá através da associação entre símbolo e som. Para que a criança se torne capaz de decifrar milhares de palavras, ela aprende a reconhecer o som de cada letra. De outra forma, ela teria que memorizar visualmente todo o léxico, algo ineficiente do ponto de vista dos defensores do método fônico. O método parte da regra para a exceção.
Quando se usa o método fônico se melhora a compreensão do texto. No método ideovisual, onde o professor dá logo o texto, o que acontece é que a criança tende a memorizar as palavras. Porém, o código alfabético não se presta à memorização fácil porque as letras são muito parecidas. Com isso, o que acontece é que a criança troca as palavras quando lê (paralexia) e troca palavras na escrita (paragrafia). Esses erros ocorrem porque o alfabeto não se presta à memorização visual. Ele tem que ser decodificado. Parte do princípio: se você sabe decodificar não precisa memorizar.
Por quê conhecer e também usar estas metodologias?
O método fônico produz resultados extraordinários. Em três meses uma criança (ou adulto) está lendo o que não lia em dois anos sob o método ideovisual. As professoras que empregam o método fônico ficam maravilhadas com sua eficácia.
Para aprender é necessário decodificar. Decodificar nada mais é do que converter os grafemas em fonemas. Aprender a pronunciar a palavra em presença da escrita. Quando pensamos em palavras usamos nossa voz interna. Quando lemos em voz baixa escutamos nossa voz. Isto é o processo fônico: a invocação da fala interna em presença do texto. O método ideovisual desestimula esta fala interna. Ele tenta estimular a leitura visual direta, portanto, a memorização. Só que não é possível memorizar ideograficamente todas essas palavras. A forma correta é aprender a decodificar. Quando fazemos isso, naturalmente se consegue produzir a fala e entender o que se está lendo.
Para Sílvia Colello, os PCN não devem subestimar as crianças e nem reduzir o ensino àquela relação unívoca em que o professor ensina e o aluno silencia. Rodeadas por estímulos visuais e sonoros, televisões, computadores e videogames, seria equivocado crer que elas se interessariam e se reconheceriam verbalmente com frases como “o boi bebe e baba”.
Segundo a professora, é interessante notar que os defensores do método fônico no Brasil são psicólogos, em sua maioria. “Eles não lidam com a língua enquanto sistema em implementação. Eles estão preocupados em encontrar uma metodologia que seja objetiva e controlada, para ensinar a ler e a escrever. Mas só isso não é suficiente hoje em dia”, afirma. De acordo com Colello, pode-se até ensinar a criança a ler e a escrever, mas se anulará o gosto que ela poderia vir a ter pela leitura.
O grande argumento contra os parâmetros construtivistas é o péssimo desempenho do Brasil em diversas avaliações nacionais e internacionais, como no Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) e em avaliações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) desde que o conceito foi incorporado nos PCNs, em 1996.
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES PARA APRESENTAÇÃO DOS SONS
SOM DA LETRA -AULA 1
1- Professora mostra a letra e pronuncia o som da mesma:-“Vamos conhecer o som da letra. Repitam comigo:A. Agora você.......Agora você...
2- Dar exemplos de coisas, conhecidas das crianças, que iniciam com o som “a”. Pedir que repitam as palavras pronunciadas, desenhar no quadro ou mostrar figuras das mesmas.
3- Escrever ao lado de cada desenho o nome e destacar a letra “a”.
4- Escrever as diferentes formas que esta letra pode ser representada. Maiúscula, minúscula, de máquina e manuscrita.
5- Escrever o nome dos alunos e analisar se existe o som trabalhado nele. Destacar.
6- Vamos ler um texto sobre esta letra. A professora lê o texto podendo escrevê-lo no quadro ou dar uma folha com o texto digitado. (Obs: explicar o que significa cada palavra nova apresentada).
AULA ESTÁ NO ASTRONAUTAA NAS ASA DO AVIÃO.NA ANDORINHA, NA ARARA,NA AMIZADE E NO AZULÃO.
(Pintar as figuras da folha apresentada destacando a letra A).
AULA 2
1- Recordar o som A trabalhado na aula anterior; (auditivo, visual e falado)Mostrar a forma manuscrita e gráfica.2- Oferecer uma folha com a letra A e várias figuras (sem os nomes) onde os alunos irão apontar, circular e pintar as que iniciam com o som trabalhado.Sugestão de figuras: Amendoim, alfinete, agulha, alho, abajur, arara, avião, gravata, sapato, fósforo.3- Após esta atividade feita a professora escreve o nome destas figuras e o aluno aponta e destaca a letra no início da palavra com uma cor e no meio e no final com outra cor.4- Apresentar uma folha com figuras e seus respectivos nomes onde falta a letra “a”.Pedir aos alunos que completem as palavras com a letra A (caixa alta).
AULA 3
1- Representar a letra no quadro em manuscrito;2- Representar a letra em tamanho aumentado para que cada aluno possa experimentar o movimento correto da letra;3- Solicitar que os alunos, individualmente, vão até a lousa e escrevam a letra com giz; (trabalho 100% acompanhado pela professora e observado pelos colegas).4- Distribuir uma folha com a letra “a” em manuscrito .Fazer o movimento da letra na folha dada; (com cola, tinta, colagem, etc).5- Em folha branca treinar o movimento da letra livremente;6- Cantar a música da D. Aranha. Distribuir uma folha com letra em manuscrito e pedir que circulem as letras “a” encontradas. Colorir as figuras.7- Estar sempre com os seus nomes à vista para que estejam em contato com as letras de seus nomes.
AULA 4
1- Distribuir folha com vários nomes escritos e pedir que pintem somente os que iniciam com o som “a”.2- Sugestão de música e brincadeiras para desenvolver a percepção auditiva:
- O sapo não lava o pé; ( cantar trocando as vogais).- Repetir palavras trocando as vogais.- Completar frases com palavras que terminem com som parecido.
3- Apresentar a vogal escrita em tarja.4- Desenhar a tarja no quadro e solicitar que cada um venha escrever a letra com o movimento correto.5- Após a criança escrever no quadro dar a ela o seu caderno de tarja com a lição já preparada para que ela escreva; (elaborar atividades de escrita e de percepção visual e auditiva).
Referências:
CAPOVILLA, Fernando.ALFABETIZAÇÃO FÔNICA.
ESPAÇO EDUCAR. Disponível em no sítio. http://espacoeducar-liza.blogspot.com/2009/01/o-mtodo-fnico-de-alfabetizao.html. Acesso 2m 05/03/2010.
SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; CARDOSO, Risoleta Ferreira. Método misto de ensino da leitura e da escrita e história da abelhinha.
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preciso de ajuda,pois meu filho esta começando a aprender ler;mas ñ se intessa muito,por isso gostaria de mostrar palavras com gravuras
ResponderExcluirMuito interessante sua explicação e o método é uma delícia de ser trabalhado, obrigada pelo esclarecimento.
ResponderExcluir💜💜
ExcluirMuito importante os esclarecimentos e a discussåo sobre os diferentes métodos, em especial, o fônico. Precisamos reavaliar e revitalizar a sala de aula. Parabéns!
ResponderExcluirMuito bom o artigo.
ResponderExcluirMas sobre o método não ser mecânico, discordo. A energia gasta para se alfabetizar, e energia a a capacidade de realizar trabalho. E trabalho e o vetor força empregada num deslocamento r. E mecânica e a soma da energia potencial em repouso, e a energia cinética movimento. Praticamente todo o movimento que fazemos e mecânico. Melhor dizer que este método não enfatiza tanto a repetição.
Exato! Não pode ser método único. Auxilia alguns tipos de crianças...
ExcluirAdorei... eu realmente penso que esse seja o método mais eficaz!
ResponderExcluirAbraços.
Muito obrigada ! Funciona,mas não pode ser único. Precisamos ensinar a pensar também.
Excluir#alfabetizacao #pedagogia
Excelente material. Parabéns!
ResponderExcluirCompartilhei com minhas professoras.
Fico feliz que tenham gostado!
ExcluirAjuda muito crianças que tem dificuldades em memorizar...
adorei as suas explicacoes.Creio que é possivel aprender dessa maneira .Vou tentar com uma criança.Só não sei com que letras começar. Primeiro é cada vogal ? Depois as consoantes em ordem alfabética?
ResponderExcluirMelhor começar com as vogais que são as letras principais e tem o som igual ao nome de cada letra. Depois, é importante começar pelas consoantes do nome ( letra inicial e final)...
ExcluirMaravilhosa a sua explicação Flávia!Vou tentar usar suas idéias.Obrigada! Ada.
ResponderExcluirMuito obrigada !🌻🌻
Excluir💜🌻🌸
ExcluirOi professora Flávia tudo bem? Adorei suas aulas. Mas quero saber de você o seguinte então é para ficar 4 dias em uma letra? E quando ensinar as vogais qual a consoante que ensina primeiro?Obrigada!
ResponderExcluirOi Ada! Respondi em comentário acima. Os quatro dias é uma sugestão onde há crianças com dificuldades de memorização. Lembrando que é um método e precisamos também ensinar a pensar, interpretar...💜😽
ExcluirSou professora de escola pública e adoro alfabetizar. Trabalho com o método fônico há 33 anos. Sempre com letra cursiva. Meus alunos terminam o ano letivo lendo com qualquer tipo de letra. Este ano(2019) estou com uma turma de terceiro ano onde percebi que muitos só liam com a letra de imprensa maiúscula.Estou conseguindo agora, que eles passem a escrever com a letra cursiva.E uso método fônico ,pois alguns liam soletrando ou silabando. Uso livros de histórias como apoio para apresentar palavras no qual pretendo trabalhar determinado fonema /grafema , conteúdo, e prução de texto. Mas sou criticada por alguns colegas por trabalhar com a letra cursiva ( triste)😞
ResponderExcluirQuerida, te entendo, mas estendo teus colegas tambêm. Algumas crianças não conseguem a letra cursiva pela deficuldade motora e hoje, com o uso das novas tecnologias, está se distanciando. É um debate que precisa ser feito nas escolas e nas formações de professores. De outro lado, a letra cursiva estimula algumas habilidades , de outra, segundo estudos de Cagliari, a bastão como letra inicial ajuda a não confundir a decodificação das letras. Precisamos falar mais sobre esse assunto. Na educação não há receita pronta. Cada ser humano é único e aprende de um jeito. Espero poder ter auxiliado...😽💜🌸
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